Produção de Gel e Máscara Dobra

Valor Econômico

Por Daniele Madureira

Uma pandemia da gripe A(suína) poderá trazer deflação e retardar por um ou dois anos a recuperação da economia do planeta. O Banco Mundial estima que o custo econômico poderá variar de 0,7% a 4,8% do PIB global,dependendo da gravidade da infecção. Na pior hipótese,70% dos custos econômicos resultarão do absenteísmo e do esforço individual para evitar o avanço da doença . A consultoria britânica Oxford Economics estima que se 30% da população for atingida pelo vírus o PIB mundial cairá 3,8%,representando perda de US$2,5trilhões.

Até o momento ,os maiores custos econômicos da epidemia se concentraram no México,onde a renda do turismo caiu 43% No Brasil,pequenos setores ganham mercado ,como os de máscaras cirúrgicas e antissépticos.

Na loja de produtos populares Tic-Tac em Santa Cecília, centro da capital paulista, elas estão penduradas próximo ao caixa, sem proteção, dividindo espaço com canetas , espelhos, cachecóis e porta-batons. As máscaras cirúrgicas , feitas de um material branco chamado “não-tecido”, semelhando ao usado em absorventes higiênicos, passariam despercebidas se não fosse o cartas em letras garrafais, dentro do estabelecimento:”Temos mascaras para gripe suína”.Embora esteja longe de se o item mais vendido (umas ou duas unidades ao dia desde quinta-feira , 16, quando começou a ser oferecida), a presença da máscara em um ambiente inusitado serve como termômetro do poder da influenza. A sobre vendas quando se busca prevenção.

O maior sintoma provocado pelo medo da doença-transmitida pelo vírus H1N1 e conhecida como “gripe suína”-é a procura por fel antisséptico para mãos, produto em falta em muitas farmácias de São paulo.”O que chega vende imediatamente”diz Carlos Marques, superintendente comercial da Drogaria Onofre , dona de 34 lojas no país Alguns pontos de venda, segundo ele, ficam sem o gel por um ou dois dias porque não há estoque- os próprios fabricantes têm dificuldades de suprir a demanda.”Antes da gripe , vendíamos no máximo 400 unidades ao mês. Em julho vamos superar 3 mil unidades na rede”, diz Marques. Os pequenos frascos, em geral com 60 ml, servem como opção prática à dupla água e sabão para lavar as mãos, hábito exaustivamente recomendado pelo ministério da Saúde como medida preventiva.

Ponto para Bulle de Savon, fabricante da marca Doctor Clean, que afirma ter inaugurado a categoria de gel antisséptico no país em 1995”começamos oferecendo o produto á classe médica, em especial aos dentistas, e só em 2001 conseguimos abrir espaço nas farmácias”, diz a diretora da Bulle de Savon, Fabiana Tichauer, que também é a engenheira química responsável pelo produto, ”A gripe está dando um impulso fantástico para o desenvolvimento da cultura do uso do fel no Brasil, onde isso não era comum”, diz ela, que trouxe a idéia dos Estados Unidos. O plano é dobrar a produção do gel até o fim de agosto. Hoje, está próxima do limite de 15 mil unidades/dia Enquanto a expansão não estiver concluída, a empresa estuda terceirizar parte da produção.

O gel antisséptico, Excardine, da americana.3M também está com vendas em ascensão:alta de 266% no segundo trimestre do ano sobre o mesmo período de 2008”Vamos triplicar a venda do gel este ano, em comparação ao ano passado”, diz Paulo Abreu, gerente de marketing e vendas da divisão de cuidados pessoais da 3M, O produto significava 13% das vendas da divisão há um ano, e hoje representa 28%.A executiva confirma que está difícil atender a demanda do varejo.”Também começaram a surgir pedidos de alta quantidade como o de uma multinacional que queria o equivalente a três meses de produção do gel para abastecer suas filiais na América Latina”, diz.

Na próxima segunda, a 3M inaugura uma linha de produção de máscaras que a empresa chama de “respiradores”, capazes de oferecer uma proteção maior que as máscaras comuns e também com preço superior (R$ 4, 50 contra R$1, 50). Com investimentos de US$1, 1milhão para dobrar a atual produção, e trabalhando em três turnos na fábrica de Itapetininga (SP), a empresa visa atender não só a demanda do Brasil, mas de outros países da América Latina “Desde abril, desenvolvemos uma embalagem especial do respirador hospitalar para o varejo “, diz Renato Alahmar, diretor de negócios de saúde ocupacional da 3M.

A Onofre começou a oferecer caixas de 50 máscaras cirúrgicas em mais e hoje a venda está em torno de 600 caixas por mês, Na rede Panvel dona de 240 farmácias no Rio Grande Do Sul e em Santa Catarina, a venda de máscaras quintuplicou nos últimos meses para 20mil unidades por mês. O mesmo salto foi visto no gel antisséptico, cuja a venda média mensa está em 15 mil unidades ! A maior procura está em cidades do interior gaúcho e nas regiões que fazem fronteira com outros países, onde é maior a preocupação com o contágio da gripe” diz Luiz Antônio D'Amado dos Santos, diretor da Panvel (Colaborou Beth Koike).

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